05 Julho, 2009

De volta a mim própria

Cada pessoa é única, desde que nasce até que morre, cada um têm uma personalidade própria e vincada. E o que é, será sempre, sim é verdade, crescemos e até pode-se dizer, que ao longo da vida podemos mudar algumas opiniões até mesmo ideais, mas aquilo que nos torna únicos, a essência, é e será sempre igual, a maneira como avaliamos as coisas que nos rodeiam, a maneira de reacção interior, a maneira de sentir ,essas seram sempre iguais tenhamos 15 ou 50 anos, o que muda é a maneira de controlar essas reacções.
Mas, infelizmente, não me vou tornar mais fria só porque o adoraria ser.
As pessoas não mudam, nem se desenham a elas próprias, o que nos faz ser diferentes uns dos outros é o nosso modo de sentir o mundo, de ver o mundo, de receber essa informação do exterior para o nosso interior e é esses os métodos que nascem connosco e nunca mudam, esse lado que está guardado como um tesouro dentro de nós que não mostramos a ninguem, e o que muda ao longo dos anos é a forma como trabalhamos a forma de esconder o que nos torna únicos. Tenho a noção que sou uma pessoa aos meus olhos e outra aos olhos de quem me vê. Tenho a noção que tenho inúmeras fraquezas que são desgastantes esconder 24h por dia, tenho a sensação que acabo por sempre de uma maneira ou outra por falhar nesta minha demanda, tenho a certeza que nunca vou conseguir antever aquilo que tanto gostaria de poder ver.
Sei que me iludo ao afirmar que mudei, e receio por cada vez que acabo por ter que me enfrentar a mim própria.

1 comentários:

  1. Eu acho que todos mudamos. Mas uns mudam mais do que outros, se assim se pode dizer. Saber manter o nosso íntimo protegido e seguro é algo muito bom, acho eu.

    Mudar, para mim, é aprender. Não é transformar-nos.

    Belo texto. :)

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